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19.1.12

Damon Hill lamenta a situação de Rubinho

Rival de Rubens Barrichello por sete temporadas na Fórmula 1, o ex-piloto Damon Hill lamentou a situação delicada do brasileiro, sem um cockpit na categoria depois de 19 anos. Para o britânico, se a carreira de Rubinho realmente estiver encerrada, será difícil para ele se adaptar à ideia de não ser mais um piloto. Isso porque, segundo Hill, poucas categorias podem oferecer a mesma sensação de competir em um nível tão elevado como o da F-1.

- É muito difícil para pilotos desistirem ou serem forçados a desistir de algo que eles realmente amam e é seu estilo de vida. Você sabe que um dia isso vai acontecer e você terá que parar. A pena é que não há para onde seguir como piloto - avaliou Hill, de acordo com a revista inglesa "Autosport".

Ao relembrar da longa carreira de Barrichello, o campeão mundial de 1996 destacou ainda o papel positivo do brasileiro no cenário da categoria.
- Isso (a carreira longa) tem muito valor. Ele é o piloto mais experiente da F-1, as pessoas sentirão falta dele, como pessoa e como piloto - finalizou.
fonte:globo.com

17.1.12

The end: Rubens Barrichello

Com a confirmação de Bruno Senna na Williams, Rubens Barrichello se viu obrigado a encerrar a longa carreira na F1. O brasileiro, dono do recorde de mais corridas disputadas na categoria, defendeu seis equipes nas 19 temporadas em que esteve no Mundial. Pelo Twitter, Barrichello desejou sorte a Senna

26.11.11

E os Brasucas em Interlagos

Os brasileiros tiveram um sábado positivo na medida do possivel em Interlagos.

Felipe Massa (7º): “Eu esperava mais da última classificação no ano e definitivamente não posso ficar feliz com a 7ª posição. Infelizmente, não encontramos o acerto ideal do carro durante o final de semana. Foi um dia complicado, tivemos de usar dois jogos de pneus macios no Q2 e paguei por isso no Q3, já que só pude completar uma tentativa. As condições podem mudar para a corrida se chover, mas é difícil prever qualquer coisa. O importante é estar preparado para todas as situações. Farei o máximo para terminar bem o final de semana e finalmente conseguir um pódio no fim de uma temporada tão complicada”.

Bruno Senna (9º): “Eu não esperava passar para o Q3 quando o final de semana começou. Sabíamos que tínhamos um bom potencial, mas não estávamos certos em realação aos outros times. O R31 se comportou muito bem. No Q2, a equipe fez um ótimo trabalho. Tivemos pneus usados para a última fase do treino, o que foi uma pena, porque o resultado poderia ser ainda melhor. De qualquer maneira, largar entre os dez primeiros já foi uma vitória”.

Rubens Barrichello (12º): “Me sinto ótimo. Fico muito feliz por ter conseguido uma volta tão boa, pela equipe, pelos fãs e pela minha família que está me acompanhando nesse final de semana. Tenho de fazer mais 71 voltas como essa na corrida, mas temos uma boa chance de conquistar um resultado competitivo”.


Amanha é dia de casa cheia e com previsão de chuva, autodromo cheio... imagine se tivessemos um piloto em condições de lutar por algum resultado espressivo.

10.5.11

Barrichelo condena uso da asa movel em Monaco

Presidente da GPDA, a Associação dos Pilotos de F1, Rubens Barrichello disse que a aprovação da asa móvel traseira no GP de Mônaco é equivocada. O brasileiro disse que teme pela segurança dos competidores da categoria

3.3.11

Da-lhe Rubinho

Nome:
Rubens

Sobrenome:
Barrichello

Nacionalidade:
Brasil

Naturalidade:
São Paulo

Nascimento:
23/05/1972

Estado civil:
Casado (Silvana)

Altura:
1,72m

Peso:
77kg

Prato Preferido
Massa

Tipo de musica preferida
Pop, MPB, rock...
Hobbies Golf, Kart, Videogame

GPs:
306

Vitórias
11

Pontos:
654

Poles:
14

Pódios:
68

Voltas mais rápidas:
17

Média de postos/GPs:
2,14

Ano de Estréia na f1
Japão, 1993

Escuderia atual
Jordan

Campeonatos ganhos
0

Salário estimado:
5 milhões de euros

Site Oficial
www.barichello.com

Curiosidade

* Casado com Silvana, com quem tem dois filhos (Eduardo e Fernando).

*Ele nasceu no mesmo dia do aniversario de seu pai.

*É o atual presidente da GPDA , a Grand Prix Drivers' Association e representante dos pilotos de Fórmula 1.

*Rubens Barrichello chega ao GP do Brasil de 2010 sendo o piloto com maior participação em grandes prêmios: 305, com 301 largadas (contra 256 de Patrese). Outras marcas destacam o desempenho do piloto:
• 209 provas concluídas na zona de pontuação;
• 68 pódios (sendo o quarto piloto a subir mais vezes ao pódio da Fórmula 1);
• 664 pontos conquistados (sendo o 4º maior pontuador).

28.8.10

Uma marca historica

No fim de semana de seu 300º GP na Fórmula 1, Rubens Barrichello recebeu uma importante homenagem: foi eleito o novo presidente da Associação dos Pilotos (GPDA). O brasileiro da Williams substitui o alemão Nick Heidfeld, que deixou o cargo de reserva na Mercedes para fazer os testes com os novos pneus Pirelli para 2011.

Heidfeld, de 33 anos, teve de deixar o cargo. Por isso, a GPDA teve de fazer uma eleição antes da corrida em Spa-Francorchamps, na Bélgica.
Na reunião, Rubens Barrichello, de 38 anos, piloto mais experiente da Fórmula 1, foi eleito pelos companheiros como o representante perante à Associação das Equipes (Fota) e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O piloto da Williams trabalhará aos lados dos diretores Sebastian Vettel (Red Bull) e Felipe Massa (Ferrari).

17.8.10

Os Veranistas : Lewis Hamilton, Mark Webber, Felipe Massa, Rubens Barrichello, Karun Chandhoc, Sakon Yamamoto, Vitantônio Liuzzi,

Esse são os que catam as sapatilhas e escondem elas muito bem no fundo do armário para nem vê-las.
"Eu acho que vou tomar um passo para trás por um tempo ... Ou eu estou indo? " disse Lewis Hamilton está na extrema necessidade de uma pausa nesta extensão temporada e aproveitou para se esconder em algum lugar onde só Deus sabe, e dormir.
Mas se o piloto britânico continua a ser discretos sobre seu destino de viagem , este não é o caso da delegação brasileira que escolheu para retroceder todo o Atlântico para desfrutar o clima ameno do Brasil e passar dias com a família.

Massa, Barrichello, Senna e Di Grassi e companhia iram passar os dias com os pés para o alto só no controle remoto da TV?
Logicamente que não. Pilotos acima de tudo são pessoas viciada em adrenalina e vão para esportes aquáticos e desfrutar de suas paixões mais camas como: os jogos de vídeo , futebol e karting( em casa com os amigos).

Karun Chandhoc voltou para Índia e Sakon Yamamoto no Japão. Vitantônio Liuzzi foi passear em Miami , seguido à belíssima ilha grega Mykonos, todos para andar de jet ski e barco. O turismo aquático também foi a eleição de Robert Kubica que foi navegar entre o sul da França e da Toscana. Pelo menos mau gusto os rapazes não tem.

Michael Schumacher, um bom pai de família , não tem planos para ir de férias durante esta pausa de Verão, o piloto da Mercedes prefere ficar em casa com sua esposa e filhos e de vez em quando sair para andar de bicicleta pelas redondezas.

10.8.10

Rubinho e o começo dos 300 GPs (de lamentaçoes)



A intenção é divertir e dar uma noção da vida de um piloto. Para isso, Rubens organizou nesta terça-feira a segunda edição do “Barrichello Kart Day”, em Cotia, na Grande São Paulo. Na camisa que estava vestindo, um velocímetro estampado no peito lembrava a marca de 300 corridas que ele vai completar na Fórmula 1 no GP da Bélgica, no fim do mês. No entanto, o principal assunto foi mesmo o novo confronto com Michael Schumacher na pista, na prova da Hungria. O piloto da Williams garantiu não guardar rancor do alemão, que tentou jogá-lo no muro no circuito de Budapeste.

- A vida é feita de respeito ao próximo e perdão. Não tenho mágoa. Não vou ganhar nada se disser que já comi muita coisa ruim por causa daquele cara e que vou me vingar. Soube das desculpas dele pela imprensa. Não recebi nenhum telefonema. Eu não tenho mágoa nenhuma. Agora, é ir para a próxima. Eu tenho, sim, a minha opinião sobre o que eu faria naquele caso. Estou muito tranquilo. A nossa convivência não pode ter inimizade dentro da pista porque um pode acabar machucando o outro.

Barrichello, no entanto, garantiu que teria adotado uma postura diferente da do alemão.

- Naquela situação, eu teria escolhido uma linha e fechado a porta antes, teria ido para dentro e fechado o lado de fora. Eu só escolhi o lado de dentro porque ele me deu o espaço.

O piloto da Williams também falou do jogo de equipe que a Ferrari adotou no GP da Alemanha, para favorecer Fernando Alonso na disputa com Felipe Massa. Barrichello afirmou que no seu caso, no GP da Áustria, em 2002, o conteúdo das conversas pelo rádio foram ainda piores.

- Sorte vocês não terem ouvido o que eu ouvi. Porque foi uma longa conversa (risos). Eu tenho esse papel lá em casa. Se um dia eu for escrever um livro, e eu ainda não tenho essa ideia tão clara, não vai ser uma coisa que eu faça por vingança. Sou uma pessoa muito tranqüila. Acho que muita coisa foi divergida nas minhas palavras. Você corta a frase e já tem um tom diferente. Eu sempre tive bom coração. Só achei que a Ferrari tinha aprendido a lição.

Hoje na Williams, Barrichello afirmou que tomou a decisão correta quando resolveu sair da Ferrari antes do término de seu contrato.

- Fiz (o jogo de equipe), me arrependi na segunda-feira e só não mudei de equipe porque não tinha um lugar melhor. Saí da equipe um ano antes (de encerrar o contrato), fui curtir minha vida, com carros piores, mas hoje muito mais feliz. Conquistei espaço dentro da Williams e me orgulho disso.
fonte:globo esporte

12.3.10

Perfil:Rubens Barrichello


9
Nome:
Rubens

Sobrenome:
Barrichello

Nacionalidade:
Brasil

Naturalidade:
São Paulo

Nascimento:
23/05/1972

Estado civil:
Casado (Silvana)

Altura:
1,72m

Peso:
71kg

Prato Preferido
Massa

Tipo de musica preferida
Pop, MPB, rock...
Hobbies Golf, Kart, Videogame

GPs:
284

Vitórias
11

Pontos:
607

Poles:
14

Pódios:
68

Voltas mais rápidas:
17

Média de postos/GPs:
2,31

Ano de Estréia na f1
Japão, 1993

Escuderia atual
Jordan

Campeonatos ganhos
0

Salário estimado:
5 milhões de euros

Site Oficial
www.barichello.com

Curiosidade

* Casado com Silvana, com quem tem dois filhos (Eduardo e Fernando)

17.1.10

Rubens Barrichello, o outro, entrevista

Uma entrevista muito diferente: o avo do Rubinho. Nesssa curta entrevista esse senhor filho de italianos faz um relato de uma historia muito comum em familias brasileiras. Inclusive a minha, vi meu pai e minha avó contando historias parecidas, so que eles vieram mais tarde, no entre guerras...em fim isso é historia... boa leitura!!!

"No século XIX, ou seja, de 1800 até 1870, ocorria na Europa convulsões sociais.A unificação da Itália em 1870 reunia um povo de múltiplos dialetos. Não havia trabalho, abrigo e alimentos para todos. Representantes dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil, faziam a propaganda para encorajar a mão de obra a imigrar para seus países. O Brasil promovia toda essa propaganda porque, a escravidão do negro estava com os dias contados. Eram usados artifícios que alimentavam sonhos e ilusões de um paraíso nas terras distantes. Foi a única saída para sobreviver, não foi uma fuga, era necessário ter muita coragem para tomar a decisão de deixar a pátria. A primeira grande leva de imigrantes foi destinada às fazendas de lavoura de café no interior do estado paulista. Junto com os espanhóis, os italianos substituíram os negros nas plantações. Com promessa de lote de terra e bons salários, logo os imigrantes começaram a se decepcionar com a realidade que encontravam. Muitos partiram das fazendas para o centro da cidade e começaram a trabalhar nas fábricas e no comércio. A marca desse povo não ficou somente na economia. Os imigrantes italianos influenciaram fortemente os hábitos alimentares nas regiões em que se fixaram. O macarrão, a pizza e o vinho foram rapidamente assimilados e adotados pelo paulista.
Giovanni Barrichello e seus irmãos Giuseppe, Santo e Felício vieram para o Brasil, em 1885, dirigindo-se para a cidade de Rio das Pedras, após terem passado um período em Minas Gerais. A cidade de origem é Riese Pio X, região de Treviso, ao norte da Itália.
Giovanni Barrichello, teve os filhos: Luis, Eugênio, Jacob, Laura, Angelina, Santina e José. Jacob era o terceiro filho, com o apelido de “Cheu”, ou “Pio Cheu”, que queria dizer “o mais novo”, porque na família Barrichello aqui no Brasil já havia outro Jacob Barrichello que era mais velho. Para que não houvesse confusão com o mesmo nome é que ficou apelidado como “Pio Cheu”.
Ele era casado com Maria Marim Fernandes, que era irmã do Paco, outro morador de Rio das Pedras. Jacob teve os filhos: Alcides, Rubens, Wilson, Leonel e Laura. Rubens é o avô do Rubinho, corredor. O pai do Rubinho também se chama Rubens. Portanto, dizemos: Rubens (avô), Rubão (pai) e Rubinho (filho). Cheu morou em Rio das Pedras durante algum tempo. Ficou viúvo e resolveu ir com os filhos morar no Município de Santa Bárbara D’Oeste, e mais tarde resolveu mudar-se para São Paulo. (Depoimento da família).

Qual é o nome do completo do senhor?
Rubens Barrichello. Sou avô do Rubinho. Somos três Rubens! Meu nome é Rubens Barrichello, meu filho chama-se Rubens Barrichello Júnior, e o Rubinho é Rubens Barrichello.

O senhor nasceu em Rio das Pedras?
Sim, eu nasci em Rio das Pedras, hoje fui visitar a casa aonde nasci, que está inteira. Sai de Rio das Pedras muito cedo, muito novo ainda. Mas lembro-me, que no Moinho do Froner se levava 5 quilos de milho para retornar com 2 ou 3 quilos de fubá. Essa moenda existe até hoje. O meu pai era Jacob Barrichello, ele trabalhava na lavoura. Mudamos para Santa Bárbara D’Oeste, meu pai comprou um sítio aonde ele trabalhava na lavoura, e de lá em 1941 fomos para São Paulo. Morávamos na Rua do Gasômetro, praticamente no centro de São Paulo. Na época tinha ali a Estação do Norte, mais tarde denominada Estação Roosevelt. Tinha a famosa “porteira do Brás”, aonde o trem passava. Quantas vezes eu tive que esperar o trem passar para atravessar! Hoje existem viadutos. Até o bairro Belém era habitado, dali para frente era ocupado com plantação de caqui. Tinha muito caqui ali. Era pouco habitada essa área. Hoje lá é uma região maravilhosa, tenho uma irmã que mora no Tatuapé, aonde havia essa plantação de caqui!

Qual era a atividade do pai do senhor em São Paulo?
Após alguns meses que chegamos em São Paulo ele faleceu. Éramos em cinco irmãos. O mais velho, o Alcides, sempre teve muito contato com a família Barrichello em Rio das Pedras. Estou tendo um enorme prazer em estar recebendo esse tratamento especial, aqui em Rio das Pedras. Estou muito feliz por ter vindo visitá-los! Meu irmão chefiava a família e fomos em frente. Quando eu tinha uns 22 a 23 anos de idade comecei no comércio de madeiras, materiais para construção, e permaneci trabalhando nessa atividade até me aposentar. Eu tenho hoje (2006), 78 anos e seis meses! Há pouco tempo fui ao médico, ele disse-me: -Você tem a disposição do meu pai. Ele faleceu com 96 anos de idade. Você vai viver até os 96 anos com certeza! Logo depois tive que ir á outro médico, esse me disse: - Você está tão bem que irá viver até os 95 anos! Eu “briguei” com ele. Ele me tirou um ano de vida! (muitos risos).

O senhor gostava de corrida de carros?
Eu sempre fui contra! Achava que era uma temeridade o Rubinho com 6 anos de idade entrar em uma pista de kart. Mas depois, eu vi que era uma realidade. O menino teria futuro, me abracei ao assunto e dei o meu total apoio, e o Rubinho felizmente despontou. Com o falecimento de Ayrton Senna, o Rubinho passou a ser o nome mais forte da torcida brasileira? Ele não gosta quando falam assim. Houve muita cobrança quando o Ayrton faleceu. O Rubinho deveria ser o representante da torcida brasileira. Só que ele não poderia ser! Naquele momento estava em uma escuderia fraca, na época era a Jordan. Não depende só do piloto. É um complexo muito grande de fatores. Cobraram muito isso dele! Foi desgastante para todos. Mas, felizmente pelo seu talento, ele obteve sucesso. Não se chega a uma Ferrari apenas pelo desejo de entrar na equipe. Quando ele foi contratado pela Ferrari ele tornou-se muito conhecido.

O senhor chegou a ir até a Ferrari?
Fui várias vezes! É indescritível ! Só indo e vendo! Uma passagem interessante, ocorreu agora na despedida do Rubinho. A Ferrari convidou a família para a festa de despedida. Ele ficou durante 6 anos lá, e é muito querido por todos os italianos. Foi uma festa maravilhosa! Em Mugello, Schumacher e Rubinho, mais outros dois carros de corrida na frente, e 47 carros Ferrari de passeio, uma mais linda do que a outra! Novas, antigas, de todo os tipos. Isso foi em um sábado. Na segunda-feira fomos á pista para fazer um passeio na Ferrari. Alargaram uns dois centímetros de cada lado, colocaram um banco a cada lado do piloto, e convidaram a família para andar naquele carro. Eu e meu filho fomos os primeiros juntos. O Rubinho piloto, o pai de um lado e o avô do outro lado. Preocuparam-se muito comigo, porque eu já tinha 77 anos de idade. Pensavam: “Vai dar um treco nesse velho aí” (risos).

A que velocidade o senhor andou?
Eu andei a 270 quilômetros por hora. Os outros, os amigos e meus filhos andaram a 290 quilômetros por hora e 300 quilômetros por hora com dois amigos dele os quais ele desejava assustar! É uma pista com uma curva atrás da outra, fica dentro de Modena. Quando eu entrei a parafernália é a mesma. O momento de colocar o pneu, o momento de tirar a cobertura do pneu, dar a partida, de abaixar o carro, tudo igual! Fica-se meio deitado no carro! A roupa é a mesma. Coloquei a meia, que vem até o joelho, antifogo, depois uma blusa. Eu tinha que segurar o que parecia uma pêra (interruptor de luz, com um botão de pressão no meio), eu tinha que segurar aquilo apertado, caso eu me sentisse mal e desmaiasse, soltaria e ele teria que parar. Na outra mão um botão por nos comunicávamos. Aquilo faz um barulho ensurdecedor! Embora eu estivesse bem protegido. Quando saímos, eu dava risada! Dizia para ele correr: - Pisa! Pisa! Manda o pau! Eu falava e dava risada! Quando chegamos ao final, todos estavam apavorados, tinha helicóptero, ambulância, quando paramos, levantei o dedão e perguntei: E aí só vamos dar duas voltas? (risos) Só eram duas voltas para cada um. Depois andaram a minha nora e a minha neta, meus filhos, e quando acabou o passeio da minha família, foram andar os mecânicos e os engenheiros. Eles não andam naquele carro. Teve um deles, um bem calvo, pode observar na televisão quando for assistir a uma corrida, ele saiu do carro mais branco que um guardanapo! Quando eu desci disse: - Nunca mais vou criticar um piloto que esteja em último lugar. Para entrar nesse carro precisa ter talento de sobra! Não sei como eles conseguem ver! Eu não enxergava a curva, só sabia quando estava na curva quando aquilo freava violentamente, e acelerava de novo. O carro atinge 180 quilômetros por hora nos primeiro 100 metros!

O senhor gosta de velocidade?
Eu estava voltando do sítio, vinha pela Rodovia Ayrton Senna, aonde a velocidade máxima é 120 quilômetros por hora, quando um guarda me parou.Eu percebi então que distraidamente tinha ultrapassado o limite de velocidade permitido. Ele estava com a fisionomia carregada, pediu meus documentos, ele me disse: Ah! Só faltava o senhor! Eu já peguei o Rubinho, o pai do Rubinho, a irmã do Rubinho, só faltava o senhor mesmo! Acabamos batendo um longo papo, ele queria que eu contasse porque o carro do Rubinho não anda!

É uma pergunta que fazem muito?
O Rubinho é o primeiro brasileiro a sentar em uma Ferrari, ficou seis anos na escuderia, é muito estimado por todos da Ferrari. Eu levei o Clube São Caetano para jogar bocha na Europa. Faço parte da Confederação Brasileira de Bocha, Boliche e Bolão. Fui Campeão Brasileiro de Bocha, Campeão Paulista. Meu forte é atirar a bola. Também chamado de atirador, tem o ponteiro, que joga para fazer ponto.Levei a Seleção Brasileira de Bocha para a Itália e Suíça a partir de 1983, todo ano nós íamos para a Europa para disputar bocha. O Brasil e a Argentina estão classificados em terceiro lugar no mundo, em primeiro lugar está Itália, em segundo a Suíça . Fomos jogar em Modena, o pai do Pavarotti veio jogar bocha comigo, ele achava que eu era mais importante do que ele! Eu disse o senhor é o pai do Pavarotti, eu sou avô do Barrichello! O pai do Pavarotti foi um cantor lírico, eu tenho gravação dele.
O pessoal do São Caetano queria ver a Ferrari. Era um dia 10 ou 11 de janeiro, muito frio, chegamos na Ferrari faltavam 15 minutos para abrir a loja e onde ficam os carros expostos. Disseram que estava fechado. Alguém foi lá e disse que o avô do Rubinho estava lá. Imediatamente abriram, entramos e eles fecharam. Todos fotografaram. Ali ficam as lembranças dos pilotos. O macacão do Rubinho está lá, o boné, o carro. Depoimento colhido no site oficial do piloto Rubinho Barrichello: (“Pilotei 6 duros e longos anos pela Ferrari e sou muito grato a eles, pois a equipe me ajudou a conquistar os dois vice-campeonatos, as nove vitórias, os 25 segundos lugares e os 21 terceiros lugares, sem contar as poles e as voltas mais rápidas e os 5 títulos de construtores que eu ajudei, e muito, a conquistar. Aprendi muito com eles e com o Schumacher, e saio da Ferrari muito ansioso pelo futuro”. Fonte: site oficial do piloto Rubens Barrichello).

Qual foi o motivo especial da vinda do senhor para Rio das Pedras?
A secretária do Rubinho disse-me: Seu Rubens, o Dr. Lister Barrichello Tosello, presidente da Mesa Provedora do Hospital São Vicente de Paulo de Rio das Pedras ligou, solicitando um brinde do Rubinho para ser usado na arrecadação de fundos para o Hospital. Eu fiquei tão contente! Disse ao meu filho: - Eu vou levar! E vamos levar um macacão, que irá adquirir um valor maior! Prontamente ele arrumou um macacão do Rubinho, que estava de saída de São Paulo para a Europa, para o Grande Prêmio de Monza. Deu tempo dele autografar o macacão! Eu vim trazer, porque fiquei contente em poder ajudar. Nota: (Essa vinda do avô do Rubinho especialmente para entregar o macacão torna essa peça mais valiosa pela atenção e carinho com que está sendo doada).

Para qual time de futebol o senhor torce?
O meu dentista, a cada vez que eu ia lá, ele começava a falar do Palmeiras certo de que eu era palmeirense. Eu ficava quieto. Até que um dia eu disse-lhe que era corintiano! Foi influencia do meu irmão mais velho o Alcides. O Rubinho também é corintiano.

2.11.09

Entrevista Rubinho

Escrevo esta coluna voando de Abu Dhabi para a Inglaterra. Estou indo realizar um sonho, pois sempre sonhei em guiar para Williams, desde criança, desde a primeira vez que vi um F1 na TV. Estou indo anunciar a minha contratação...Estou indo encontrar meu destino .Várias vezes nesses últimos 17 anos chegamos a conversar e a quase fechar um contrato, mas confesso que a hora boa é agora: Nunca estive tão preparado, nunca estive tão bem guiando um carro e a Williams sabe vencer e tenho confiança no trabalho deles.
Foi já na prova de Barcelona que fui contactado por um jornalista inglês me perguntando se eu tinha contrato para 2010 porque tinha um time querendo os meus serviços (Mal sabia ele que o meu contrato para 2009 era de somente 4 corridas e que o resto dependia do meus resultados e trabalho). Quis saber que time era esse, mas ele só me falou que era inglês e que não era um time novo...Só podia ser Mclaren ou Williams. O coração bateu mais forte! Depois daqueles 4 meses sem saber se guiaria um F1, logo na quinta prova do campeonato sendo procurado por um sonho.Com a Mclaren, cheguei a falar, mas foi mais para frente...no GP do Brasil exatamente. Uma grande equipe sempre a ser considerada, mas meu contrato com a Williams já estava assinado. E bem assinado...Estou indo para liderar um projeto na tentativa da equipe de voltar ao topo. E como quero isso...
Voltando um pouco no tempo devo dizer que Abu Dhabi surpreendeu...tudo novinho em folha e uma pista de muito empenho especialmente pelo calor. Começamos o campeonato na frente, mas já no final a RBR e Mclaren vinham nos superando. Foi assim na classificação e seria assim na corrida, caso o Hamilton não tivesse problemas de freio.Já na largada, fui para cima .Tinha que ganhar terreno no começo da prova.
Larguei bem e vi o Webber tentar passar o Vettel por fora na curva 1. Vi minha chance de ir por dentro e ganhar algo. Acabei perdendo um pedaço da minha asa quando ele decidiu abortar sua tentativa e voltar por dentro na curva. O toque foi inevitável...
Logo após, senti o carro saindo bastante de frente e confesso que achei que teria que ir para os boxes. O Jenson me passou nessa hora. O incrível foi que quando os pneus aqueceram o meu rendimento era muito bom...melhor ate que o Jenson. Por isso, a equipe resolveu não mudar meu bico, mesmo eu pedindo para que trocassem. A
legaram que não tínhamos o luxo de perder 2 ou 3 segundos no box. E talvez não tínhamos mesmo...E foi assim a minha corrida, rápido mas sem condições de ultrapassagem com uma parte da asa perdida.Mas valeu demais esse ano...
Após resolvido meus problemas de freio (em Silverstone) sempre estive a frente do meu companheiro e consegui recuperar muitos pontos. Em um campeonato onde se melhorava a cada prova...fui muito competitivo. Foi demais, isso sim...Agora, começa uma nova etapa...Sempre com os pés no chão e com os braços abertos para o que esta por vir...
Abraços
Rubens Barrichello

Nico Hülkenberg e Rubens Barrichello na Willians

Outra noticia muiiiiiiiiiito bem guardada foi divulgada hoje. A Williams confirmou sua dupla de pilotos para 2010 nesta segunda-feira, dia de finados e um dia após o final do Mundial de 2009. E, como todos esperavam, Rubens Barrichello e Nico Hülkenberg vão representar a equipe de Grove na próxima temporada.

Barrichello já havia acertado sua transferência ao time inglês durante o GP da Itália, e confirmou após o GP de Abu Dhabi, no seu Twitter, que estava deixando a Brawn. Especulasse que seu contrato com a Williams é de um ano.

E Hülkenberg chega à F1 com o fato de ter sido o primeiro campeão da GP2 a conquistar o título de forma antecipada e na sua temporada de estréia. O alemão é empresariado por Willi Weber, mesmo agente de Michael Schumacher.

Williams falou "Rubens não precisa de nenhuma apresentação. Ele não é apenas o piloto mais experiente da F1, como também é um talentoso e apaixonado pelo esporte que lutou muito pelo título deste ano. Nico venceu a GP2 mesmo como estreante e, antes disso, já havia vencido a F3 Europeia, a F-Masters, provas na A1 GP e a F-BMW Alemã".

"Nico e Kazuki permanecem como nossos pilotos até o final de 2009, e gostaria de agradecer a ambos pela sua contribuição ao time", afirmou o inglês.

11.10.09

Rubinho na Willians!!!

Agora esta feito. Com titulo ou sem Rubinho esta com contrato fechado com a equipe Willians. Conforme noticia divulgada com exclusividade pelo site grande premio.

O anúncio oficial será feito, provavelmente, nesta semana, antes do GP do Brasil.Seu companheiro deve ser o alemão Nico Hülkenberg, atual campeão da GP2 e piloto de testes do time. Hülkenberg é empresariado por Willi Weber, que já declarou esperar a promoção de seu pupilo. Weber também agenciou Michael Schumacher. Barrichello servirá tanto como líder da equipe quanto com uma espécie de "professor" para o jovem de 22 anos.

O veterano será o quarto brasileiro a correr pela equipe de Frank Williams: antes dele, Nelson Piquet foi campeão em 1987, Ayrton Senna disputou duas provas antes de morrer em Ímola, em 1994, e Antonio Pizzonia fez nove GPs em 2004 e 2005.Rubens chega à Williams mais de 15 anos depois de quase substituir Senna na equipe após o acidente fatal em Ímola. Na época, Nelson Piquet trabalhou na contratação do então piloto da Jordan, que também era patrocinado pela Arisco. A transferência, como se sabe, não aconteceu, e Rubens ficou no time de Eddie Jordan até o fim de 1996, quando foi para a novata Stewart.Depois de três anos, uma pole e três pódios na equipe do tricampeão Jackie, Barrichello se mudou para a Ferrari. Em Maranello, passou seis temporadas ao lado de Michael Schumacher, sendo vice-campeão em 2002 e 2004. Rubens trocou o time vermelho pela promissora Honda em 2006, mas, depois de um ano competitivo — embora já abaixo do esperado — da equipe, vieram dois anos no fim do grid.Se o fim da Honda parecia representar a aposentadoria de Rubens, o surgimento da Brawn foi a ressurreição do veterano. Após um início bem inferior ao do companheiro Jenson Button, voltou à disputa do título. A assinatura de um contrato com outra equipe, entretanto, deve reduzir as já pequenas chances de superar Button nas duas últimas corridas da temporada.

*Um pequena informação: não posso postar dirigindo por isso o blog ficou meio parado por esses dias é que fui fazer uma pequena viajem... Estou em Blumenau!!! Um alo a todos o pessoal do sul!!!!!!

13.9.09

E´ Rubinho!!!!!!!!!!!!!!!!

Na largada, Räikkönen conseguiu pular para a 2ª colocação e, tanto Rubens Barrichello e Jenson Button superaram Heikki Kövalainen mesmo este com Kers . E continuou a ultrapassagem sobre o piloto da McLaren, onde ainda na primeira passagem, Liuzzi também ultrapassou-o Ao término da primeira volta, Hamilton era o 1°, seguido por Kimi, Sutil, Barrichello, Button, Liuzzi, Heikki e Sebastian Vettel. Mark Webber, da Red Bull, abandonou logo no início, após tocar com Robert Kubica.

Na 3ª volta, Fernando Alonso usando o Kers também conseguiu deixar Kövalainen para trás. Hamilton, na frente, conseguia um ótimo ritmo e, em quatro passagens, já abria 2s8 de vantagem para Räikkönen, o 2° colocado.

Na 8ª volta à direção de prova ordenou que Kubica fosse para os boxes, já que estava competindo com a asa dianteira quebrada, o que foi considerado perigoso pelos organizadores. O polonês precisou parar para trocar o bico em decorrência da batida logo na largada com Webber.
Na 16ª volta, Lewis Hamilton liderava a corrida quando fez seu primeiro pit stop. Na volta seguinte, foi à vez de Sutil fazer sua parada. Räikkönen entrou na 19ª e Barrichello assumiu, momentaneamente, a ponta.

Vitantonio Liuzzi, que fazia uma bela prova e ocupava a 4ª colocação, abandonou na 23ª volta com problemas mecânicos em seu carro. Uma perda para a Force Índia que fez um belo final de semana.

Button entrou nos boxes pela primeira vez na 24ª volta. No 29° foi a vez de Barrichello fazer seu primeiro pit stop, voltando à pista com uma vantagem de pouco mais de 4s para o companheiro de equipe. Hamilton aproveitou o retorno à liderança e pista livre para acelerar para ter tempo de voltar na liderança.

O inglês da McLaren fez sua segunda parada na 34ª volta, porem voltou atrás dos dois carros da Brawn GP.

Na 37ª volta Räikkönen e Sutil entraram juntos nos boxes. Os dois tiveram pequenos problemas, com Kimi quase deixando o carro morrer e Sutil não conseguindo frear no ponto certo, quase atropelando o mecânico( esse tirou o pé rapidinho!!!!!). Barrichello conseguiu ultrapassar os dois e reassumiu a liderança da corrida, seguido por Button e Hamilton. Kimi e Sutil vieram logo atrás depois de pontas depois das paradas dos ponteiros.

Na última volta, Lewis Hamilton forçou muito para tentar encostar em Button e acabou cometendo um erro grosseiro e batendo. Assim o campeão do ano passado abandonou a corrida a poucos metros do final. A 3ª posição acabou caindo no colo de Kimi Räikkönen.

Confira o resultado final do GP da Itália:
1. Rubens Barrichello (Brawn GP) 1h16min21s706
2. Jenson Button (Brawn GP) + 2s866
3. Kimi Räikkönen (Ferrari) + 30s664
4. Adrian Sutil (Force India) + 31s131
5. Fernando Alonso (Renault) + 59s182
6. Heikki Kövalainen (McLaren) + 1min0s693
7. Nick Heidfeld (BMW Sauber) + 1min22s412
8. Sebastian Vettel (Red Bull) + 1min25s427
9. Giancarlo Fisichella (Ferrari) + 1min26s856
10. Kazuki Nakajima (Williams) + 2min0s000
11. Timo Glock (Toyota) + 2min43s925
12. Lewis Hamilton (McLaren) + 1 volta
13. Sébastien Buemi (Toro Rosso) + 1 volta
14. Jarno Trulli (Toyota) + 1 volta
15. Romain Grosjean (Renault) + 1 volta
16. Nico Rosberg (Williams) + 2 voltas

Não completaram:
Vitantonio Liuzzi (Force India),Jaime Alguersuari (Toro Rosso),Robert Kubica (BMW Sauber)Mark Webber (Red Bull)
Volta mais rápida: Sutil, com 1min24s739

23.8.09

Parabens Rubens


Hoje foi maracda pela 100ª vitória do Brasil na categoria, da 10ª vitória de Rubinho e o fim de um jejum de quase cinco anos do brasileiro de vitórias. Parabens!!!!!!!!!!!!!!!!!

10.5.09

Barrichello ameaça deixar a F-1


Rubens Barrichello terminou a corrida deste domingo (10) em Barcelona, distribuiu sorrisos amarelos, cumpriu os cronogramas da F1 e logo se enfiou no motorhome da Brawn. Tinha muito a ouvir para sua dúvida única, a da mudança da estratégia de Jenson Button que premiou o inglês, e não o brasileiro, líder da primeira parte do GP da Espanha. Ficou três horas reunido com a equipe.

Barrichello detalhou à repórter Tatiana Cunha, da "Folha de S. Paulo", e ao repórter Felipe Motta, da rádio Jovem Pan, que nem seu engenheiro soube da alteração do esquema de corrida de Button. Só depois de sua aplicação é que tomou conhecimento. "Acho que essa semana vai rolar um monte de polêmica sobre isso", previu Rubens. "Na F1, você não pode esperar favor. Não vou para a próxima corrida esperando isso."



Desfavorecido, não achou a atitude da Brawn legal. "Não foi do jeito que a gente pensava que fosse num fim de semana em que todo meu set-up era bom", disse Barrichello. "O Jenson copiou o set-up, eu larguei melhor, eu fiz o negócio ir, e no fim nao tive os pontos que gostaria que tivesse. Eu tinha certeza que ganhar a corrida era óbvio."

Barrichello resgatou o discurso à la Policarpo Quaresma, personagem ultranacionalista de Lima Barreto. "Isso vai montando aquela pressãozinha de um brasileiro que quer mostrar bem para o Brasil. Quero que o Brasil entenda a situação, mais do que qualquer outro piloto, eu sou brasileiro. Eu preciso de torcida. Só vou conseguir esse campeonato na raça."

Rubens voltou a citar o país por conta da atração do seu nome a conflitos — vide a última na semana passada, em respeito à declaração de Hortência — para então explicar a via-crucis. "Eu posso dizer que eu não tenho idéia do porquê que o Rubinho é polemizado no Brasil", disse o próprio, "mas eu saí do carro ciente de que aquilo era polêmica e tentei manter a calma perante todos os problemas."

O piloto contou que adentrou os pits da Brawn para falar ao chefe "exatamente o que eu queria falar, que era: se ele fez alguma coisa para que o Jenson vencesse a corrida, eu pendurava minhas chuteiras e ia para casa". "'Não preciso disso, sou melhor que isso', foi o que eu falei para ele. E a resposta dele foi bem clara: ele ganhou por coincidência."

Em linhas gerais, a situação foi a seguinte: a Brawn sabia que Barrichello conseguiria fazer sua parada inicial e voltar à frente de Nico Rosberg, da Williams. O mesmo não aconteceria com Button. Temendo que o inglês ficasse preso e pudesse arriscar seu segundo lugar com o avanço de Felipe Massa e das duas Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber, o time mudou a estratégia de Jenson. "A partir daí, se encaixa ou não, sou um piloto da equipe", comentou Barrichello. "Eu agradeço o momento de estar guiando um carro competitivo, acho que a corrida era minha, não foi. O time acha que foi pura coincidência, e é dessa maneira que saio daqui com a cabeça erguida."

Barrichello também expôs que, por ter parado uma volta depois de Button, queria ter sido avisado da mudança. "Eu não tive escolha. Eu teria uma volta para poder decidir se eu queria ou não fazer as duas paradas. Não foi cogitado em nenhuma reunião fazer duas paradas", finalizou.


Fonte: grande premio