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24.8.11

Anéis, Bielas e muito óleo de motor

Anéis de segmento
Os anéis de segmento são uma vedação deslizante entre a borda externa do pistão e a parede interna do cilindro. Os anéis servem para:

impedir que a mistura ar-combustível e os gases de escapamento vazem da câmara de combustão para dentro do cárter de óleo durante a compressão e a combustão, respectivamente;

impedir que o óleo do cárter passe para dentro da zona de combustão, onde seria queimado e desperdiçado.

Na maioria dos carros que "queimam óleo" (e precisam ter seu nível completado - por exemplo a cada 1.000 km ou menos) o óleo queima porque o motor está desgastado e os anéis não vedam direito.

Biela

É uma haste que liga o pistão ao virabrequim. As duas pontas da biela podem girar, permitindo a mudança de ângulo à medida que o pistão se move e o virabrequim gira.

Cárter
O cárter envolve o virabrequim e também age como reservatório de óleo, que fica armazenado em seu fundo.

22.8.11

Velas e válvulas de parabéns!!!



Vela de ignição
A vela de ignição fornece a centelha que provoca a ignição da mistura ar-combustível, para que ocorra a combustão. A centelha precisa ocorrer no momento exato para que as coisas funcionem bem.







Válvulas admissão e escapamento
As válvulas de admissão e de escapamento abrem e fecham, se alternando no momento certo e deixam respectivamente entrar o ar e o combustível e sair os gases queimados. Observe que ambas as válvulas são fechadas durante a compressão e a combustão, mantendo vedada a câmara de combustão.

A válvula é constituída por uma cabeça em forma de disco (1) fixa a uma haste cilíndrica (2). A haste desliza dentro de uma guia (7) constituída por metal que provoque reduzida fricção (ex: ferro fundido, bronze).
O topo da haste está em contacto mecânico com um impulsor (4) que, accionado pelo came ou excêntrico (5) da árvore de cames, provoca a sua abertura, possibilitando fluxo (entrada ou saída) de gases do motor.
Uma mola (3) assegura que a válvula feche assim que cesse a pressão mecânica do came. Em alguns motores, esse regresso da válvula à sua posição de repouso sobre o assento (6) é feito por comandos pneumáticos, e não mecânicos.

Válvulas desmodrómicas
Alguns motores de competição - da Mercedes Benz em meados dos anos 50 e actualmente os das motos Ducati - têm um tipo de válvulas em que o movimento de fechar é forçado pelo excêntrico da árvore de comando de válvulas, não existindo assim a mola de retorno. Este sistema é chamado de desmodrómico, por derivação do grego desmos (controlado, ligado) e dromos (curso, percurso).

Controle eletrônico
Como não podia deixar de ser o mundo eletrônico mudou um pouco esse funcionamento hoje em dia existe motores como o Honda VTEC, usado no New Civic, e o BMW Valvetronic uasdo no X3, que possibilitam controlar eletronicamente a abertura das válvulas. Tal controle pode aumentar a eficiência do motor, e com isso motores de pequenas cilindradas, como 1.8 do Civic, tem a mesma potencia que o meu antigo e saudoso opala SS 1979, carburador turbado e duplo. (um dia conto essa historia...)

Algumas rotações são mais favorecidas do que outras, a depender do ângulo entre cames de admissão/exaustão. E por causa disso motores, de baixa cilindrada, com 16V tem rendimento pior que os de 8V, ate hoje não conseguiram desenhar uma angulação legal. Uma dica: abra capo de um carro e veja essa arvore...

21.8.11

O cilindro do meu coração

O coração do motor é o cilindro. E quanto mais “corações” ele tiver maior força terá e maior a sua potencia. Carros na sua maioria tem mais de um cilindro. Um 1.0 tem 4 cilindros que podem ter 8 válvulas ou 16 válvulas. Válvulas são um tipo de dispositivo que visa permitir ou bloquear a entrada ou a saída de gases dos cilindros do motor . Motores com muitas válvulas e pouca potencia nos cilindros tem rendimento pior que os com poucas válvulas.

Em um motor com vários cilindros, eles são dispostos de diversas maneiras. As principais configurações são em linha, em V ou plano (conhecido também como horizontal oposto ou boxer), como mostram as figuras abaixo..


Em linha - Os cilindros são alinhados em uma única bancada


V - Os cilindros são dispostos em duas bancadas, formando um ângulo entre si, quanto maior essa angulação maior a potencia e melhor o rendimento.



20.8.11

Qual é a desse motor???

Fanáticos por velocidade. Qual é o seu grau? A um tempo atrás publiquei um estudo que a muito havia lido em uma revista inglesa falava sobre a mente dos corredores e aficionados por esporte a motor, papo de psicólogo...

E você Alguma vez você abriu o capô do seu carro e ficou imaginando o que acontece lá dentro? Para quem não entende do assunto o motor de um carro pode parecer uma salada de metal, tubos e fios. Um grande mistério para a maioria, ate para alguns fanáticos de esporte a motor que não sabem o que difere um motor em linha para um em V ou paralelo.
Pode ser só curiosidade, ou você talvez queira comprar um carro novo e tenha ouvido algo como "3.0 V6", "duplo comando no cabeçote" ou "injeção multiponto" ou trazendo para sonhos mais reais “1.0 16V. Que coisas são essas?

Primeiramente vamos entender o propósito do motor de um carro a combustão (movido a gasolina, álcool, oleo diesel e/ou gás): é transformar em movimento a energia gerada pela combustão. É isso vai fazer o carro andar. A queima é feita dentro de um cilindro ou não, com isso temos dois tipos de motor a combustão: interna e externa:

Interna: Eles trabalham dentro de um determinado local, explodem como por exemplo um cilindro/pistão. Há vários tipos de motores de combustão interna, também chamados de motores a explosão. Motores a diesel são um tipo e turbinas a gás são outro, motores rotativos Hime e motores 2 tempos. Cada um tem suas próprias vantagens e desvantagens;

Externa: O motor a vapor de trens antigos e navios a vapor é o melhor exemplo de motor de combustão externa. O combustível (carvão, madeira, óleo ou outro) é queimado fora do motor para produzir vapor, e este gera movimento dentro do motor. A combustão interna é muito mais eficiente (gasta menos combustível por quilômetro) do que a combustão externa, e o motor de combustão interna é bem menor que um motor equivalente de combustão externa. Isso explica por que não vemos carros da Ford e da GM usando motores a vapor.

Quase todos os carros atuais usam motor de combustão interna a pistão porque esse motor é: eficiente (comparado com um motor de combustão externa) barato (comparado com uma turbina a gás) fácil de abastecer (comparado com um carro elétrico).

Essas vantagens superam qualquer outra tecnologia existente para fazer um carro rodar.
Para compreender o funcionamento básico de um motor de combustão interna a pistão é fácil. Imagine um canhão de guerra. Você provavelmente já viu em algum filme soldados carregarem um canhão com pólvora, colocarem uma bala e depois o acenderem. Isso é combustão interna - mas o que isso tem a ver com motores?

Feche uma das extremidades. Lubrifique o cano com algum lubrificante( viu da onde vem o óleo de motor!!!) Então, não faça isso em casa, jogue uma gotinha de gasolina e em seguida empurre uma bola de tenis (não precisa uma bala de canhão que é muito pesada) para dentro do cano. Assim depois de dar uma de professor pardal você vai ver que o seu dispositivo vai ter muita força. E jogar a bola longe!!!

É pôr uma pequena quantidade de combustível de alta energia (como a gasolina) em um reduzido espaço fechado e gera uma centelha libera uma quantidade inacreditável de energia, na forma de gás em expansão. É isso que faz o pistão de um motor se mover. Assim todas as engrenagem de funcionarem.
Quase todos os carros atualmente usam o que é chamado de ciclo de combustão de 4 tempos para converter a gasolina em movimento. Ele também é conhecido como ciclo Otto, em homenagem a Nikolaus Otto, que o inventou em 1867: Admissão, Compressão, Combustão e Escapamento

O pistão substitui a bola. O pistão está ligado ao virabrequim por uma biela. Conforme gira, o virabrequim "arma o canhão." Eis o que acontece à medida que o motor passa por esse ciclo
Primeiro a válvula de admissão se abre enquanto o pistão se move para baixo, levando o cilindro a aspirar e se encher de ar e combustível. Essa fase é a admissão. Somente uma pequena gota de gasolina precisa ser misturada ao ar para que funcione.

O pistão volta para comprimir a mistura ar-combustível. É acompressão, que torna a explosão mais potente. Quando o pistão atinge o topo do seu curso, a vela de ignição solta uma centelha para inflamar a gasolina.
A gasolina no cilindro entra em combustão, aumentando rapidamente de volume e empurrando o pistão para baixo. Assim que o pistão atinge a parte de baixo do seu curso, a válvula de escapamento se abre e os gases queimados deixam o cilindro através do tubo existente para esse fim. E assim o próximo ciclo, aspirando novamente ar e combustível.


Observe que o movimento dos pistões se faz em torno de um eixo – móvel : o virabrequim É esse movimento rotativo que permite fazer as rodas dos carros girarem. O pistão sempre vai estar perpendicular em relação ao virabrequim que por sua vez vai estar em situação semelhante em relação as rodas e seus eixos.

Complicado? Nem tanto. Amanha vemos que os cilindros dos pistões podem ser dipostos em varias maneiras.